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Prevenir ou correr atrás do prejuízo?

PREVENIR OU CORRER ATRÁS DO PREJUÍZO?

 

O que é mais importante para você?

 Prevenir ou correr atrás do prejuízo? Tenho a impressão que o povo não tem tido a noção do que é mais importante.

Tenho ouvido e visto noticiários a respeito das maratonas que muitos estão fazendo diante de postos de saúde para se vacinarem contra a Febre Amarela. Muitos chegam de madrugada, fazem acampamentos para conseguirem uma senha. Levam banquinhos, cadeiras, lanches e passam a noite e o dia inteiro, debaixo de chuva e de sol.

 

Não estou questionando aqui a validade ou não da vacinação. O que questiono é o desespero de parte da população para se proteger de um “suposto” mal que esta assolando nossa cidade. Todos querem se proteger, querem preservar a saúde e própria vida. Uma atitude louvável.

 

O que me intriga é o sensacionalismo que se faz de tempos em tempos em relação a determinadas epidemias que já deveriam estar erradicadas e se não estão tem a participação do Estado e principalmente de nós, cidadãos brasileiros, que não fazemos a nossa parte na prevenção primária, citando, só como exemplos, cuidados com nossos lixos e águas acumuladas a céu aberto.

 

O que me intriga, mais ainda, é que pouco se fala, ou não se dá crédito a reportagens como essas: Pesquisa revela que 57,4 milhões de brasileiros têm doença crônica. Casos de Alzheimer vão dobrar até 2030, prevê associação Brasileira de Alzheimer

 

 Doenças Crônicas Degenerativas

 

Doenças Crônicas Degenerativas

 

Vocês sabem qual a estatística do infarto do miocárdio nos dias de hoje? Vocês sabem que tem aumentado e muito o infarto em pessoas jovens e quanto mais jovem mais intenso e fulminante ele é? Vocês sabem que já tem muitas crianças acometidas com diabetes tipo 2,  colesterol e triglicérides aumentados? Vocês sabem a incidência de diabetes tipo 2, suas consequências e limitações?  Vocês sabem a respeito do aumento da  incidência de hipertensão, câncer, Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla, artroses, e muitas outras doenças crônicas degenerativas que estão aumentando deforma assustadora?  Parece que ninguém está se preocupando com isso. Não é divulgada de forma sensacionalista e quando se divulga nos fazemos de surdos e cegos para não termos que sair da nossa zona de conforto.

 

Vocês sabem que essas doenças são as que estão classificadas como Doenças Crônicas Degenerativas? Elas estão matando a população de forma silenciosa ,  vai  minando a saúde e tirando a liberdade e a independência de quem as sofre? Não bastasse isso, interfere na vida familiar como um todo. Atinge a saúde física e emocional, atinge as finanças, atinge os relacionamentos familiares e sociais. Interfere na qualidade de vida do portador e dos que se relacionam diretamente com ele.

 

Cada vez que  me deparo com situações como essa me vem à mente o versículo bíblico : “Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede”. (Is. 5:13)

 

Vejo um povo cativo por falta de entendimento. Um povo que não se dá conta que está morrendo pela boca. Um povo que está morrendo aos poucos e de forma dolorosa por estar cativo a hábitos de vida e alimentares que estão consumindo sua energia vital, seu humor, suas relações.

 

Vejo um povo que acha mais fácil passar dia e noite numa fila para tomar uma vacina a ter que largar o vício de atitudes destrutivas que diminuem a sua imunidade e o torna muito mais frágil e suscetível a doenças, a limitações físicas e mentais e a uma morte em vida.

 

Vejo um povo que busca a imunidade através da vacina ou de uma pílula mágica que vai curar todos os seus males e enfermidades.

 

Enquanto se ficar esperando que o governo e as instituições governamentais resolvam nossos problemas, vamos perecer por falta de entendimento e falta de iniciativa.

 

Vamos continuar comprando tudo pronto, “saboroso” e sem noção do que realmente estamos ingerindo? Vamos nos satisfazer com prazeres imediatos e quando envelhecermos, mais uma vez, largamos nas mãos dos outros o cuidar de nós?

 

Conclusão

Saber Viver

Quem conseguiu chegar com a leitura até aqui, parabéns. Espero que você possa refletir a respeito do que está fazendo por você, por sua saúde.

Prevenir hoje pode render anos de vida e com qualidade e bem estar. Não sabe por onde começar? Pare uns minutos, agora, para refletir a respeito de como você está se sentindo física e emocionalmente. Faça uma revisão em relação ao seu estilo de vida, sua alimentação, o que está comendo, quanto e o porque come determinados alimentos. São saudáveis?  Faz algum tipo de atividade física? Esta dormindo bem? O que o incomoda ou o preocupa no momento?  Procure seu médico, faça um checkup.

 

Sei que pode parecer utópico ou difícil, mas cuidar da sua saúde, da sua vida exige esforço e um certo sacrifício inicial. Então eu pergunto: O que é mais importante para você: reservar um tempo para se cuidar, ou ser dependente dos cuidados que outros impõe?

 

Pense, reflita e faça algo por você. Afinal você merece.

 

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SER CUIDADORA: UMA DÁDIVA OU UM CASTIGO?

CUIDDORA – castigo e acusação

CUIDADORA você recebeu uma dádiva ou castigo?  Ser cuidadora na maioria das vezes, não é uma escolha, é uma imposição. É um cair de paraquedas num terreno desconhecido.

Nossa vida é como um caminhar numa estrada. Encontramos retas, curvas, partes planas, subidas e descidas. Encontramos buracos, barreiras e encruzilhadas.  A paisagem pode se alternar de bonita, um verdadeiro refrigério aos nossos olhos e alma, para uma aridez e tristeza, que corta o nosso coração.

 

Para chegarmos ao nosso destino precisamos passar por essa estrada, até podemos pegar um atalho ou desviarmos o nosso curso na próxima encruzilhada. Somos livres para fazermos escolhas.

 

Conversando Com Deus

Conversando com Deus

Com esse pensamento de ser livre para escolher, ao ouvir uma citação bíblica fiquei indignada com Deus. É uma passagem de Provérbios: “Muitos são os planos do homem, mas o propósito do Senhor prevalecerá”. (Pv. 19:21). Perguntei onde está o livre arbítrio? Somos marionetes em Suas mãos?

 

Isso ocorreu há pouco mais de um ano, quando tudo que tentava fazer só encontrava obstáculos e só recebia nãos. Não aceitava o fato de estar sozinha para cuidar da minha mãe com Alzheimer. Eu tinha sonhado outra vida para mim e de repente me sentia aprisionada, vendo o meu castelo desabando na minha cabeça.

 

Lembrei de uma pregação em que o preletor disse que que é comum as pessoas culparem o diabo por tudo de ruim que acontece em suas vidas, mas muitas vezes é Deus tentando mostrar que você está no caminho errado.

 

Logo a seguir veio em minha mente o versículo: “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.  (Rm 8:28).

 

Nesse momento explodi de raiva, minha ira se intensificou e novamente questionei a Deus no que toda essa situação que estava vivendo estava contribuindo para o meu bem. Estava cansada, infeliz, me tornando cada dia mais e mais amarga e totalmente descrente deste Deus que diziam ser pai. Comecei a chorar como uma criança órfã e desamparada.

 

De repente, ouço no meu interior, como que uma voz calma, dizendo: você já parou para pensar o quanto tem aprendido com tudo isso? Aprendido o que, perguntei?

 

– O quanto é difícil ver um familiar que amamos ir se despedindo de nós a cada dia, sem que possamos fazer algo?

 

– O quanto é difícil enfrentarmos uma doença que lentamente vai tirando a memória, as lembranças do nosso ente querido e percebermos que ele não é mais aquela pessoa que conhecemos e convivemos um dia?

 

– O quanto é difícil lidarmos com nossa impotência?

 

Nesse momento parei de chorar e me abri para continuar ouvindo. E então ouvi:  Você é capaz de entender que seu propósito de vida pode ser ajudar pessoas que estão vivenciando exatamente o mesmo que você nesse exato momento?

 

Você já parou para pensar que com seu conhecimento e sua experiência pode ajudar muitas pessoas a aliviarem suas dores, tensões e preocupações?

 

Descobrindo Meu Propósito

Em busca de um propósito

Descrente do que estava me acontecendo e ao mesmo tempo admirada, mas ainda bem arrogante fiz um trato com Deus. Está bem, se esse é realmente o seu propósito para a minha vida, vou fazer uma fanpage e ver o que acontece.

 

Nasceu a fanpage Alzheimer: Cuidar e se cuidar em menos de três horas, compartilhei com meus amigos e em poucas horas comecei a ter um retorno que me impressionou e isso fez com que eu fosse buscar mais conhecimento sobre a Doença de Alzheimer, as implicações de ser um cuidador familiar, como lidar com essas dificuldades e principalmente a importância do autocuidado, coisa que havia deixado de lado há muito tempo.

 

A cada dia que passava fui me interessando mais e mais pelo assunto, e ao mesmo tempo que passava tudo que aprendia, ia tentando por em prática em minha própria vida e para minha surpresa que eu passei a encarar a Doença de Alzheimer de forma diferente, passei a ter mais paciência com minha mãe e ela também passou a se mostrar mais cooperante e mais calma.

 

Deixei de focar na minha dor e passei a buscar soluções. Neste último ano voltei a fazer coisas que não fazia a tempo, não na mesma frequência e intensidade, mas já sinto que estou voltando a voar.  Tirei minha máquina fotográfica do armário e voltei a fotografar, minhas plantinhas de casa estão voltando a florir. Tenho saído para almoçar e tomar café com minhas amigas.

 

Agora, o que mais está me estimulando são as palestras e eventos onde contribuo com a minha história e minhas experiências.

 

Conclusão

Nunca imaginei ser cuidadora. Posso dizer que cai de paraquedas.

 

O que quero deixar aqui é que muitas vezes começamos a fazer coisas que nunca imaginamos fazer. Algumas vezes porque não soubemos fazer escolhas e nos agarramos a primeira coisa que apareceu, como se fosse a tábua de salvação e não nos largamos dela com medo de afundar. Outras vezes porque fomos chamados. Quando isso ocorre, mesmo encontrando obstáculos na estrada, conseguimos superar.

 

Se eu estou conseguindo, você também consegue. Abra o seu coração e seus ouvidos e fique atenta para ver e ouvir o que o universo esta te mostrando e chamando.

 

A maré sobe e desce, vem e vai, assim é a lei do universo, repleta de ciclos. A nossa vida não poderia ser diferente, o mais importante é sabermos apreciar a beleza de cada fase e  aproveitarmos para aprender e evoluir.

 

Podes crer, ser cuidadora é uma dádiva quando se olha como um propósito de vida que Deus escolheu para nós.

 

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ALIMENTO E INTESTINO – Podem contribuir na Doença Alzheimer?

Uma reflexão a se fazer e pesquisar.

Intestino

 

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do Sistema Nervoso Central, progressiva e até o momento, não tem cura. Será que encontraremos a sua cura no intestino?

1- O eixo Intestino -Cérebro e a importância da microbiota

Hoje fala-se muito que o intestino é o nosso segundo cérebro e que principalmente a nossa microbiota está relacionada com a nossa saúde ou a nossa doença. Muitos estudos estão sendo realizados em camundongos  e sua microbiota. Tem-se observado o aparecimento de doenças como o autismo, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, além de outras, quando se modifica a microbiota deles. 

 

David Perlmutter, neurologista de celebridades escritor de vários best-sellers voltados à saúde holística e funcional, fala da importância de mantermos a nossa microbiota o mais saudável possível. 

 

Como Bayliss, Starling e Gershon, David Perlmutter vai contra a maré.  Felizmente muitas são as pesquisas que estão comprovando que processos inflamatórios crônicos e silenciosos realmente têm haver com o aumento de doenças crônicas e progressivas, como a doença de Alzheimer. 

 

Essas mesmas pesquisas comprovam que os processos inflamatórios estão intimamente ligados ao que comemos e com a consequente alteração de nossa flora intestinal.

Alimento e Alzheimer

2- O dilema das mudanças: mudar ou manter o “status quo“?

Da mesma forma que foi difícil se provar que a terra era redonda e que era ela quem girava em torno do sol, também é difícil se aceitar conceitos que envolvem mudanças drásticas de paradigmas, de conceitos enraizados.  

 

O ser humano gosta do conhecido e estável, mesmo que isso esteja prejudicando sua saúde. As mudanças de hábitos, são difíceis de se fazer,  principalmente as alimentares onde hoje reina “os fasts” . São alimentos onde se utilizam de subterfúgios para gerarem vícios e facilitarem a vida estressante e corrida de seus consumidores. O sabor agradável das gorduras trans e do glutamato de sódio vicia a nós e os nossos filhos levando a obesidade, diabetes, transtorno de déficit de atenção. Nos adultos, depressão, ansiedade, doenças cardiovasculares, síndrome metabólica, diabetes, obesidade, câncer, artroses, esclerose múltipla e Alzheimer. Ou vocês nunca perceberam que essas doenças têm aumentado de forma assustadora?

 

O mundo tem exigido tudo para ontem,  e a indústria alimentícia tem a faca e o queijo na mão. E nós diante da busca pelo comodismo e facilidades caímos como patinhos na lagoa, todos felizes nadando na correnteza que nos leva para verdadeiros abismos.

 

Cabe a cada um de nós rever seu estilo de vida, seus hábitos (vícios) alimentares, em fim o que estamos fazendo para mantermos uma vida saudável e com qualidade de vida.

Alimentação: nossa saúde nossas escolhas

 

3- Nossa microbiota e os hábitos alimentares

 

Sei que não é fácil dar o primeiro passo e abandonar velhos hábitos “prazerosos”.

 

Mudar de hábitos alimentares, cuidar do intestino não significa comer só cenoura e alface. Nosso organismo necessita de muito mais diversidade. Agora deixo a pergunta  onde você prefere gastar seu dinheiro: prevenindo sua saúde ou com tratamentos de suas doenças? Sim, doenças. Quando vem, não vem só uma, principalmente após os cinquenta.

 

Como você quer terminar a sua vida? 

 

Você está colocando anos em sua vida ou vida em seus anos?

 

Nossa saúde ou nossas enfermidades esta diretamente relacionada com nossas escolhas. Portanto sua saúde e suas enfermidades estão em suas mãos. 

 

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4- Referências Bibliográficas

Gershon, Michel D. : O SEGUNDO CÉREBRO: Entenda o funcionamento do Aparelho Digestivo e sua relação com o Cérebro. Ed. Campus

Perlmutter, D. : Amigos da mente – Nutrientes e bactérias que vão curar o seu cérebro

 

 

O ESTRESSE DO CUIDADOR

SÍNDROME DE BURNOUT

 

Síndrome de Burnout

1- INTRODUÇÃO

Síndrome de Burnout, um quadro muito além do estresse. Também conhecida como a síndrome do esgotamento que atinge principalmente o cuidador o cuidador familiar.

Normalmente o cuidador familiar se torna cuidador não por opção, mas por necessidade e não raro, por imposição.

O cuidador familiar na grande maioria das vezes não está preparado para a função tanto em termos de conhecimento sobre a doença, como na questão emocional.

Normalmente o cuidador já está abalado emocionalmente por ver o seu ente querido em sofrimento e se sente limitado em poder aliviá-lo. Pior, nunca cuidou de um doente cuja patologia é crônica e progressiva.  Uma doença que dia a dia exige mais cuidados e manejos até então desconhecidos, gerando receios e ansiedade.

Nada mais justo que começar com orientações a você que cuida, pois sem conhecimento é impossível cuidar de um enfermo, quanto mais de dois.

 

2- QUE DOENÇA É ESSA QUE VAI ALÉM DO ESTRESSE, QUE ESGOTA O CUIDADOR?

SÍNDROME DE BURNOUT

Síndrome de Burnout. também conhecida como Síndrome do Esgotamento. Está relacionada a um estado emocional e estresse crônico em função de condições de trabalho desgastante. Atinge o físico e o emocional das pessoas

É mais comum nas profissões que lidam diretamente com pessoas e principalmente quando envolve o cuidar, por exemplo: profissionais da saúde, bombeiros, professores e é claro, cuidadores da Doença Alzheimer.

Atualmente já foi diagnosticada em outras profissões.

Síndrome de Burnout

3- SINTOMAS

Pode iniciar com um cansaço físico e mental, perda de interesse, no início pode ser confundida com a depressão e o estresse, mas se a pessoa não parar e buscar ajuda pode levar a um esgotamento extremo, que pode se tornar irreversível

– Cansaço físico e mental

– Dificuldade de concentração

– Perda de interesse por atividades que antes era prazerosa

– Isolamento social – não quer ver e nem ouvir pessoas falando a seu lado

-Insônia – pela própria dificuldade de conciliar o sono ou pela exigência do enfermo durante dia e noite

– Ganho ou perda de peso

– Depressão

– Irritabilidade – grita e discute por motivos banais com qualquer pessoa e pode até perder a paciência com o enfermo, é nesse momento que começam a surgir os maus tratos.

– Doenças psicossomáticas – problemas de ordem gastrointestinais (gastrite, úlcera gástrica, diarreia, colón irritável, etc.), problemas cardiovasculares (hipertensão arterial, arritmias, infarto agudo do miocárdio, etc.) distúrbios hormonais na tireoide, distúrbios menstruais, diabetes, dores osteomusculares, fibromialgia e muitos outros distúrbios.

– Negação sobre a doença, fala na melhora (minha mãe/pai vai melhorar, em breve)

– Sentimento de culpa – se sente incapaz e culpada por achar que não está sendo capaz de ajudar, ou por sentir raiva em determinados momentos do dia.

Cuidando do cuidador – um momento de relax

4- CUIDADOS A SEGUIR

– Buscar conhecimento sobre a Doença de Alzheimer (diagnóstico, causas, tratamento, evolução, complicações, etc.)

– Frequentar grupos de apoio, ex.  ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer)

– Praticar algum tipo de atividade física, caminhada, hidroginástica, natação, dança ou qualquer outra que você mais se adapte ou goste.

– Ouvir músicas agradáveis e relaxantes

– Realizar atividades em que se sinta bem (tricô, bordado, pintura, dança, leitura, filmes, caminhar, jardinagem ou simplesmente cuidar de uma planta, brincar com o animal de estimação, etc.)

– Praticar yoga ou algum tipo de relaxamento

– Cuidar da aparência mesmo dentro de casa (manter o cabelo penteado, passar um blush, batom, lápis ou rímel, unhas cortadas, limpas e lixadas, um sapato ou chinelinho confortável), um par de brincos e até uma colônia suave, desde que não cause alergia ao enfermo

– Cuidar da alimentação – comer regularmente, sem excesso, evitar alimentos industrializados, beber água (cerca de 1 litro e meio a 2 litros por dia)

– Procurar fazer uma respiração profunda antes de dormir, ou colocar uma música instrumental relaxante

– Manter a casa arejada e organizada, além de dar uma sensação agradável torna a rotina muito mais fácil

– Organizar a rotina diária dos cuidados e atividades – é importante estar atento e deixar um plano B na manga, assim você não é pega de surpresa

– Buscar tratamento aos primeiros sinais de cansaço e alterações do humor

– Manter o convívio social – ligar para os amigos e familiares, procurar falar sobre assuntos diversos e alegres, evitar reclamações e lamentações. Se possível uma vez por semana ou a cada quinze dias sair com amigas para tomar um chá, assistir um filme, jogar conversa fora.

– Se sentir que está muito difícil levar a situação sozinha, busque a ajuda de um profissional, uma psicóloga, um coach.

– Pratique orações, de acordo com sua crença religiosa.

 

5- CONCLUSÃO

Eu sei que você pode estar pensando: falar é fácil, mas fazer é que são elas. Eu concordo plenamente com você. Uma coisa é muito importante, seja assertiva, busque ajuda. Você não é nenhuma Super Heroína ou um Super Homem. Você é um ser humano com virtudes e defeitos, habilidades e limites.

Quem cuida deve se manter calmo, paciente e saudável, qualquer alteração no estado de humor do cuidador é sentido pelo enfermo. Nós irradiamos a energia relativa a nossos sentimentos e emoções. Irradiamos como uma onda elétrica e ela atinge quem esta ao nosso redor, principalmente nosso familiar/paciente. Ele vai reagir de acordo com a nossa energia emanada e devolvê-la para nós n mesma frequência e intensidade. Depois não entendemos porque tanta agitação e agressividade. Não que o paciente não possa ter a sua própria agitação. Imagine a somação de duas.

Antes de ficar irritada ou aborrecida com o estado do seu enfermo, pare e pense se o que ele está transmitindo não é exatamente o reflexo do que você está manifestando.

Se você se sente uma pessoa responsável e que ama o seu familiar que está precisando da sua ajuda, cuide-se. Busque ajuda e não se sinta envergonhada por isso. Você é tão vulnerável e humana quanto o seu enfermo.

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Doença de Alzheimer: Que doença é essa que assola o paciente, a família e a sociedade?

A Doença de Alzheimer, como o próprio título diz, assola paciente, família e sociedade. É uma doença degenerativa do Sistema Nervoso Central, é progressiva, devastadora que vai minando a memória, a linguagem, o comportamento, as funções executivas e por fim as motoras, levando seu portador a uma dependência total.

A Doença de Alzheimer é a mais frequente de todas as demências.

Quanto antes se fizer o diagnóstico e se iniciar o tratamento melhor. Apesar de não ter cura, o tratamento é de extrema importância. Ele retarda a evolução, permitindo uma maior independência e uma melhor qualidade de vida para o portador e família.

Todo esquecimento já é a Doença de Alzheimer?

Não, obrigatoriamente. É importante buscar a ajuda de um profissional para que faça a investigação e esclareça as causas dos esquecimentos que podem ser várias, como veremos ao longo deste artigo.

Sintomas

É caracterizada pelo declínio progressivo das funções cognitivas (memória, orientação no tempo e espaço, linguagem, atenção)

– Déficit de memória

– Linguagem

– Planejamento e execução de tarefas

– Desorientação no tempo e espaço

– Juízo e críticas prejudicadas

– Alteração do comportamento

O portador da Doença de Alzheimer começa com esquecimento de fatos e atividades importantes do dia a dia, não consegue mais realizar as tarefas na mesma precisão e tempo como antes, como por exemplo, fazer um almoço, uma arrumação de casa, um relatório.

Perguntas e histórias repetitivas, já pode ser um alerta. Dificuldade de encontrar palavras numa conversa ou para nomear objetos

Começa a ter dificuldades nas finanças, como esquecer de pagar contas, ou pagar duas vezes a mesma. Não consegue preencher cheques, fazer cálculos. É uma presa fácil de pessoas inescrupulosas.

Desorienta-se no espaço e tempo. Perde-se em locais conhecidos e até mesmo dentro de casa. Perde-se no tempo, não sabe dizer o dia o mês e ano em que está.

Descuido com os cuidados pessoais, tais como sair com roupas já sujas e até rasgadas, começa a mostrar dificuldades para tomar banho.

Perda do interesse por atividades antes prazerosas, começa a se isolar de amigos e familiares.

A irritabilidade e agressividade vai tomando espaço com o passar do tempo, assim como a intensificação dos sintomas.

O que causa a Doença de Alzheimer?

A causa em si é desconhecida, mas estudos falam em múltiplos fatores de risco, dentre eles o fator genético, a idade, principalmente pessoas acima de 70 anos. Quanto maior a idade maior o risco. Pode aparecer antes dos 65. Fatores ambientais e principalmente o estilo de vida, são fortes fatores de risco para o aparecimento da Doença de Alzheimer.

O Alzheimer de origem genética normalmente aparece por volta dos quarenta a cinquenta anos, é muito mais agressivo no quesito sintomas e evolução.

Como fazer o diagnóstico da Doença de Alzheimer? 

O diagnóstico definitivo da Doença de Alzheimer só é feito após a morte, através do exame anatomopatológico das células do cérebro, onde é encontrado as placas senis, que são formadas pelo depósito de neurofibrilas de proteínas β Amiloides ao redor dos dendritos e os emaranhados neurofibrilares pelo rompimento de microtúbulos de proteína TAU, no interior dos neurônios.

O diagnóstico é eminentemente clínico, realizado através dos sinais e sintomas e de exames complementares para a exclusão de outras patologias, que podem apresentar déficits cognitivos.

Dentre eles temos uma série de exames laboratoriais, Tomografia Cerebral Computadorizada, Ressonância Magnética do Encéfalo e o exame Psiconeurológico.

Diagnóstico Diferencial

O Alzheimer na fase inicial pode ser confundido com uma série de outras patologias e vice-versa. Daí a necessidade de uma história clínica bem elaborada, com o paciente e com um acompanhante, de preferência familiar.

As principais doenças que devem ser descartadas são: depressão, estresse, hipotireoidismo, hemorragia subdural, demência por sífilis e HIV, deficiência de vitamina B12, ácido fólico e vitamina D3.

Tratamento

Ainda não existe cura para a Doença de Alzheimer, mas é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível. Ele ajuda a diminuir os sintomas, a evolução se torna mais lenta, ajuda a controlar as alterações de comportamento. Favorece a manutenção da independência por mais tempo, promovendo assim uma melhor qualidade de vida para o portador da doença e para a família.

  • Tratamento Farmacológico

O tratamento farmacológico ou medicamentoso é realizado através de substâncias anticolinesterásicas. Nesta classe temos, atualmente, três substâncias, a Donepezila, Galantamina e a Rivastigmina.

Temos ainda a Memantina que é um antagonista dos receptores N-metil-D-aspartato (NMDA). É mais indicada nas fases intermediária e avançada, ajuda a controlar os sintomas.

O idoso pode apresentar outras patologias associadas, como diabetes, atrites, artroses, problemas cardiovasculares, e muitos outros. Diante de tais quadros se faz necessário o controle e tratamento destas patologias, também.

  • Tratamento Não Farmacológico

A Doença de Alzheimer exige uma atenção multidisciplinar. Quanto mais atenção se dá a esses cuidados melhor a qualidade de vida, as condições físicas, psíquicas e emocionais do paciente. Maior a sua longevidade.

Dentre as abordagens terapêuticas não farmacológica temos

– Terapia Ocupacional – onde a ênfase é a estimulação cognitiva, através do estímulo de atividades tanto motoras como estimulação mental. O cuidador pode aplicar algumas atividades mais corriqueiras, na residência.

– Fisioterapia – o idoso por natureza apresenta uma perda óssea e muscular. A função do fisioterapeuta é estimular o sistema osteomuscular, melhorando o equilíbrio e ainda a mobilidade do paciente, prolongando sua independência.

– Fonoaudiologia – estimular a linguagem e principalmente a deglutição que em fases mais avançadas pode estar comprometida.

– Nutricionista –  ajuda na orientação nutricional, através do ajuste de uma alimentação individualizada, de acordo com as necessidades e carência de cada paciente.

– Família e convívio social – Eu, particularmente, gosto de incluir esse item como um processo terapêutico. Ele ajuda o paciente a manter uma sensação interna de bem-estar o que colabora no humor e facilita o relacionamento com os familiares e cuidadores. Mesmo sem memória o portador de Alzheimer pode ser feliz.

Conclusão

Como pudemos ver até aqui, a Doença de Alzheimer é uma patologia que assusta, é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento, e quanto antes se inicia, seu portador pode se manter saudável por mais tempo.

O assunto é muito abrangente. Não se esgota aqui, portanto sugiro que quem tem um familiar que é portador da Doença de Alzheimer, busque saber mais sobre a doença, tratamento e cuidados, para fornecer uma melhor atenção a seu idoso.

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ALZHEIMER: Cuidar e se Cuidar

ALZHEIMER: memórias roubadas

A Doença de Alzheimer é uma doença limitante que necessita de alguém para cuidar, pois leva o seu portador a uma dependência total. Por sua vez, o cuidador precisa ter a consciência de que necessita se cuidar, uma vez que os cuidados exigidos são muitos e por longo períodos.

1- OBJETIVO

– Trazer ao cuidador dicas relativas à Doença de Alzheimer, dicas de cuidados, e principalmente dicas de autocuidado e prevenção. Quanto mais conhecimento você tiver mais fácil é entender os sintomas, mais fácil lidar com o idoso e mais fácil se cuidar.
– Alertar e estimular o cuidador a se conscientizar da necessidade de cuidar de si mesmo física, emocional e espiritualmente.

2- O ALZHEIMER

– É uma doença neurológica, crônica, degenerativa e que como já disse leva o seu portador a uma dependência total e por longo período de tempo. É uma doença que vai consumindo o idoso e também quem cuida.
Estima-se que hoje já se tenha mais de 50 milhões de pessoas com demência e a previsão para 2050 é de mais de 131,5 milhões de pessoas afetadas. A Doença de Alzheimer é a mais comum de todas as demências e representa cerca de 50 a 60% de todos os casos.
É caracterizada pelo declínio cognitivo persistente que interfere com as atividades sociais e/ou profissionais e não está relacionada com o nível de consciência. Além do déficit de memória, ocorre pelo menos mais uma função prejudicada:
Linguagem, planejamento e execução de tarefas, orientação espacial, abstração, juízo e crítica e alteração de comportamento

ALZHEIMER: se cuidar para cuidar

3- O CUIDADOR

– Infelizmente a grande maioria das pessoas só colocam tranca na casa depois que o ladrão entrou e fez a festa. Ou fazem o seguro do carro depois que o primeiro foi roubado.
A tendência é fazer o mesmo com a saúde, mas infelizmente as consequências são mais devastadoras. Com saúde consegue-se trabalhar e recuperar os bens materiais. Sem saúde o que se consegue? E a que preço?
Se o cuidador não se cuidar provavelmente não será apenas um doente, mas dois doentes.

4- CONCLUSÃO

– Este post é apenas uma ligeira degustação do trabalho a ser desenvolvido. Teremos artigos sobre a Doença de Alzheimer e outras Demências, Dicas de cuidados ao portador e de autocuidado, Dicas de prevenção, afinal veremos que o cuidador tem o fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer, que pode ser prevenido. Teremos também dicas de receitas saudáveis para o cérebro.

5- CONVITE

– Cuidador familiar ou profissional de pessoas portadoras de Alzheimer você quer saber mais sobre a doença? Conhece pessoas que vem enfrentado dificuldades com seus familiares que apresentam Alzheimer?
Convido você a seguir as postagens e compartilhar nas redes sociais com os que convivem com esse mesmo problema.