Doença de Alzheimer: Que doença é essa que assola o paciente, a família e a sociedade?

A Doença de Alzheimer, como o próprio título diz, assola paciente, família e sociedade. É uma doença degenerativa do Sistema Nervoso Central, é progressiva, devastadora que vai minando a memória, a linguagem, o comportamento, as funções executivas e por fim as motoras, levando seu portador a uma dependência total.

A Doença de Alzheimer é a mais frequente de todas as demências.

Quanto antes se fizer o diagnóstico e se iniciar o tratamento melhor. Apesar de não ter cura, o tratamento é de extrema importância. Ele retarda a evolução, permitindo uma maior independência e uma melhor qualidade de vida para o portador e família.

Todo esquecimento já é a Doença de Alzheimer?

Não, obrigatoriamente. É importante buscar a ajuda de um profissional para que faça a investigação e esclareça as causas dos esquecimentos que podem ser várias, como veremos ao longo deste artigo.

Sintomas

É caracterizada pelo declínio progressivo das funções cognitivas (memória, orientação no tempo e espaço, linguagem, atenção)

– Déficit de memória

– Linguagem

– Planejamento e execução de tarefas

– Desorientação no tempo e espaço

– Juízo e críticas prejudicadas

– Alteração do comportamento

O portador da Doença de Alzheimer começa com esquecimento de fatos e atividades importantes do dia a dia, não consegue mais realizar as tarefas na mesma precisão e tempo como antes, como por exemplo, fazer um almoço, uma arrumação de casa, um relatório.

Perguntas e histórias repetitivas, já pode ser um alerta. Dificuldade de encontrar palavras numa conversa ou para nomear objetos

Começa a ter dificuldades nas finanças, como esquecer de pagar contas, ou pagar duas vezes a mesma. Não consegue preencher cheques, fazer cálculos. É uma presa fácil de pessoas inescrupulosas.

Desorienta-se no espaço e tempo. Perde-se em locais conhecidos e até mesmo dentro de casa. Perde-se no tempo, não sabe dizer o dia o mês e ano em que está.

Descuido com os cuidados pessoais, tais como sair com roupas já sujas e até rasgadas, começa a mostrar dificuldades para tomar banho.

Perda do interesse por atividades antes prazerosas, começa a se isolar de amigos e familiares.

A irritabilidade e agressividade vai tomando espaço com o passar do tempo, assim como a intensificação dos sintomas.

O que causa a Doença de Alzheimer?

A causa em si é desconhecida, mas estudos falam em múltiplos fatores de risco, dentre eles o fator genético, a idade, principalmente pessoas acima de 70 anos. Quanto maior a idade maior o risco. Pode aparecer antes dos 65. Fatores ambientais e principalmente o estilo de vida, são fortes fatores de risco para o aparecimento da Doença de Alzheimer.

O Alzheimer de origem genética normalmente aparece por volta dos quarenta a cinquenta anos, é muito mais agressivo no quesito sintomas e evolução.

Como fazer o diagnóstico da Doença de Alzheimer? 

O diagnóstico definitivo da Doença de Alzheimer só é feito após a morte, através do exame anatomopatológico das células do cérebro, onde é encontrado as placas senis, que são formadas pelo depósito de neurofibrilas de proteínas β Amiloides ao redor dos dendritos e os emaranhados neurofibrilares pelo rompimento de microtúbulos de proteína TAU, no interior dos neurônios.

O diagnóstico é eminentemente clínico, realizado através dos sinais e sintomas e de exames complementares para a exclusão de outras patologias, que podem apresentar déficits cognitivos.

Dentre eles temos uma série de exames laboratoriais, Tomografia Cerebral Computadorizada, Ressonância Magnética do Encéfalo e o exame Psiconeurológico.

Diagnóstico Diferencial

O Alzheimer na fase inicial pode ser confundido com uma série de outras patologias e vice-versa. Daí a necessidade de uma história clínica bem elaborada, com o paciente e com um acompanhante, de preferência familiar.

As principais doenças que devem ser descartadas são: depressão, estresse, hipotireoidismo, hemorragia subdural, demência por sífilis e HIV, deficiência de vitamina B12, ácido fólico e vitamina D3.

Tratamento

Ainda não existe cura para a Doença de Alzheimer, mas é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível. Ele ajuda a diminuir os sintomas, a evolução se torna mais lenta, ajuda a controlar as alterações de comportamento. Favorece a manutenção da independência por mais tempo, promovendo assim uma melhor qualidade de vida para o portador da doença e para a família.

  • Tratamento Farmacológico

O tratamento farmacológico ou medicamentoso é realizado através de substâncias anticolinesterásicas. Nesta classe temos, atualmente, três substâncias, a Donepezila, Galantamina e a Rivastigmina.

Temos ainda a Memantina que é um antagonista dos receptores N-metil-D-aspartato (NMDA). É mais indicada nas fases intermediária e avançada, ajuda a controlar os sintomas.

O idoso pode apresentar outras patologias associadas, como diabetes, atrites, artroses, problemas cardiovasculares, e muitos outros. Diante de tais quadros se faz necessário o controle e tratamento destas patologias, também.

  • Tratamento Não Farmacológico

A Doença de Alzheimer exige uma atenção multidisciplinar. Quanto mais atenção se dá a esses cuidados melhor a qualidade de vida, as condições físicas, psíquicas e emocionais do paciente. Maior a sua longevidade.

Dentre as abordagens terapêuticas não farmacológica temos

– Terapia Ocupacional – onde a ênfase é a estimulação cognitiva, através do estímulo de atividades tanto motoras como estimulação mental. O cuidador pode aplicar algumas atividades mais corriqueiras, na residência.

– Fisioterapia – o idoso por natureza apresenta uma perda óssea e muscular. A função do fisioterapeuta é estimular o sistema osteomuscular, melhorando o equilíbrio e ainda a mobilidade do paciente, prolongando sua independência.

– Fonoaudiologia – estimular a linguagem e principalmente a deglutição que em fases mais avançadas pode estar comprometida.

– Nutricionista –  ajuda na orientação nutricional, através do ajuste de uma alimentação individualizada, de acordo com as necessidades e carência de cada paciente.

– Família e convívio social – Eu, particularmente, gosto de incluir esse item como um processo terapêutico. Ele ajuda o paciente a manter uma sensação interna de bem-estar o que colabora no humor e facilita o relacionamento com os familiares e cuidadores. Mesmo sem memória o portador de Alzheimer pode ser feliz.

Conclusão

Como pudemos ver até aqui, a Doença de Alzheimer é uma patologia que assusta, é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento, e quanto antes se inicia, seu portador pode se manter saudável por mais tempo.

O assunto é muito abrangente. Não se esgota aqui, portanto sugiro que quem tem um familiar que é portador da Doença de Alzheimer, busque saber mais sobre a doença, tratamento e cuidados, para fornecer uma melhor atenção a seu idoso.

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