O ESTRESSE DO CUIDADOR

SÍNDROME DE BURNOUT

 

Síndrome de Burnout

1- INTRODUÇÃO

Síndrome de Burnout, um quadro muito além do estresse. Também conhecida como a síndrome do esgotamento que atinge principalmente o cuidador o cuidador familiar.

Normalmente o cuidador familiar se torna cuidador não por opção, mas por necessidade e não raro, por imposição.

O cuidador familiar na grande maioria das vezes não está preparado para a função tanto em termos de conhecimento sobre a doença, como na questão emocional.

Normalmente o cuidador já está abalado emocionalmente por ver o seu ente querido em sofrimento e se sente limitado em poder aliviá-lo. Pior, nunca cuidou de um doente cuja patologia é crônica e progressiva.  Uma doença que dia a dia exige mais cuidados e manejos até então desconhecidos, gerando receios e ansiedade.

Nada mais justo que começar com orientações a você que cuida, pois sem conhecimento é impossível cuidar de um enfermo, quanto mais de dois.

 

2- QUE DOENÇA É ESSA QUE VAI ALÉM DO ESTRESSE, QUE ESGOTA O CUIDADOR?

SÍNDROME DE BURNOUT

Síndrome de Burnout. também conhecida como Síndrome do Esgotamento. Está relacionada a um estado emocional e estresse crônico em função de condições de trabalho desgastante. Atinge o físico e o emocional das pessoas

É mais comum nas profissões que lidam diretamente com pessoas e principalmente quando envolve o cuidar, por exemplo: profissionais da saúde, bombeiros, professores e é claro, cuidadores da Doença Alzheimer.

Atualmente já foi diagnosticada em outras profissões.

Síndrome de Burnout

3- SINTOMAS

Pode iniciar com um cansaço físico e mental, perda de interesse, no início pode ser confundida com a depressão e o estresse, mas se a pessoa não parar e buscar ajuda pode levar a um esgotamento extremo, que pode se tornar irreversível

– Cansaço físico e mental

– Dificuldade de concentração

– Perda de interesse por atividades que antes era prazerosa

– Isolamento social – não quer ver e nem ouvir pessoas falando a seu lado

-Insônia – pela própria dificuldade de conciliar o sono ou pela exigência do enfermo durante dia e noite

– Ganho ou perda de peso

– Depressão

– Irritabilidade – grita e discute por motivos banais com qualquer pessoa e pode até perder a paciência com o enfermo, é nesse momento que começam a surgir os maus tratos.

– Doenças psicossomáticas – problemas de ordem gastrointestinais (gastrite, úlcera gástrica, diarreia, colón irritável, etc.), problemas cardiovasculares (hipertensão arterial, arritmias, infarto agudo do miocárdio, etc.) distúrbios hormonais na tireoide, distúrbios menstruais, diabetes, dores osteomusculares, fibromialgia e muitos outros distúrbios.

– Negação sobre a doença, fala na melhora (minha mãe/pai vai melhorar, em breve)

– Sentimento de culpa – se sente incapaz e culpada por achar que não está sendo capaz de ajudar, ou por sentir raiva em determinados momentos do dia.

Cuidando do cuidador – um momento de relax

4- CUIDADOS A SEGUIR

– Buscar conhecimento sobre a Doença de Alzheimer (diagnóstico, causas, tratamento, evolução, complicações, etc.)

– Frequentar grupos de apoio, ex.  ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer)

– Praticar algum tipo de atividade física, caminhada, hidroginástica, natação, dança ou qualquer outra que você mais se adapte ou goste.

– Ouvir músicas agradáveis e relaxantes

– Realizar atividades em que se sinta bem (tricô, bordado, pintura, dança, leitura, filmes, caminhar, jardinagem ou simplesmente cuidar de uma planta, brincar com o animal de estimação, etc.)

– Praticar yoga ou algum tipo de relaxamento

– Cuidar da aparência mesmo dentro de casa (manter o cabelo penteado, passar um blush, batom, lápis ou rímel, unhas cortadas, limpas e lixadas, um sapato ou chinelinho confortável), um par de brincos e até uma colônia suave, desde que não cause alergia ao enfermo

– Cuidar da alimentação – comer regularmente, sem excesso, evitar alimentos industrializados, beber água (cerca de 1 litro e meio a 2 litros por dia)

– Procurar fazer uma respiração profunda antes de dormir, ou colocar uma música instrumental relaxante

– Manter a casa arejada e organizada, além de dar uma sensação agradável torna a rotina muito mais fácil

– Organizar a rotina diária dos cuidados e atividades – é importante estar atento e deixar um plano B na manga, assim você não é pega de surpresa

– Buscar tratamento aos primeiros sinais de cansaço e alterações do humor

– Manter o convívio social – ligar para os amigos e familiares, procurar falar sobre assuntos diversos e alegres, evitar reclamações e lamentações. Se possível uma vez por semana ou a cada quinze dias sair com amigas para tomar um chá, assistir um filme, jogar conversa fora.

– Se sentir que está muito difícil levar a situação sozinha, busque a ajuda de um profissional, uma psicóloga, um coach.

– Pratique orações, de acordo com sua crença religiosa.

 

5- CONCLUSÃO

Eu sei que você pode estar pensando: falar é fácil, mas fazer é que são elas. Eu concordo plenamente com você. Uma coisa é muito importante, seja assertiva, busque ajuda. Você não é nenhuma Super Heroína ou um Super Homem. Você é um ser humano com virtudes e defeitos, habilidades e limites.

Quem cuida deve se manter calmo, paciente e saudável, qualquer alteração no estado de humor do cuidador é sentido pelo enfermo. Nós irradiamos a energia relativa a nossos sentimentos e emoções. Irradiamos como uma onda elétrica e ela atinge quem esta ao nosso redor, principalmente nosso familiar/paciente. Ele vai reagir de acordo com a nossa energia emanada e devolvê-la para nós n mesma frequência e intensidade. Depois não entendemos porque tanta agitação e agressividade. Não que o paciente não possa ter a sua própria agitação. Imagine a somação de duas.

Antes de ficar irritada ou aborrecida com o estado do seu enfermo, pare e pense se o que ele está transmitindo não é exatamente o reflexo do que você está manifestando.

Se você se sente uma pessoa responsável e que ama o seu familiar que está precisando da sua ajuda, cuide-se. Busque ajuda e não se sinta envergonhada por isso. Você é tão vulnerável e humana quanto o seu enfermo.

Este post foi útil para você? Quer receber mais artigos relativos a Doença de Alzheimer e cuidados com o cuidador? Então clique no botão abaixo.

Se você conhece alguém que tenha algum familiar com a Doença de Alzheimer, compartilhe.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *